Me sentindo como uma semente de café. Well...não liguem.
Get the Guns Out...
The Kills
Mais uma cool band que passam perto do quintal de casa de novo e eu mais uma vez sem chance de ir. Saber que o Kills vai tocar em Recife só não foi pior porque um amigo me avisa que ainda vem Raveonettes e Mercury Rev no Curitiba Rock Festival. VV e Hotel fizeram o melhor disco que eu ouvi esse ano. Já disseram que “No Wow” funciona muito bem ao dirigir. Quem dirige e ouviu levanta a mão aí.
Gorillaz – DARE
Sabe como é o Gorilaz, né ? Pois então. Baixe, escute e dance antes que enjoe. E o clipe é como se eles tivessem aparecido agora. Essa é a vantagem do Quarteto Animado: o non sense continua tomando conta de tudo. E Damon Albarn continua feliz sem o Blur.
Lolly What ?
Em breve... uma resenha de Sin City aqui.
O caldo engrossou de vez agora, Faculdade e trabalho me ocupam uma boa parte do dia. Procurar tempo entre eles pra fazer coisas legais é a minha atividade extra agora. O relógio sai do bolso e vem pro pulso e os olhos pesam com mais freqüência. Trabalhar e Estudar pode ser um relacionamento conturbado como o de Sid & Nancy, mas tem sempre sua vantagem. Organizar é a palavra de ordem. E um turno pra cada.
Café pela manhã e depois voltar a dormir faz você sonhar com o que não quer.
Quando mais quero jogar fora o relógio é quando mais preciso dele. Levantei hoje e fui arrumar os textos que tenho desde que comecei minha faculdade. As pilhas se multiplicaram da última vez que tentei ajeitar o antro de linhas lidas a cada semestre terminado. Os trabalhos também estão lá, alguns bons outros nem tanto. Entre as trincheiras de papeis, acho as documentações iniciais da Faculdade. Não passam de cláusulas de direitos e deveres contratuais que se forem levadas em conta hoje para mim, não passam de uma piada sem graça. Rabiscos e rascunhos são coisas boas de achar entre textos monótonos de Nacional Desenvolvimentismo e Noções de Reportagem, foi entre estes papéis pantanosos que achei cópias de anotações das pouquíssimas aulas de Alemão que tive. São anotações que não fiz e por isso, estão bem organizadas e com uma caligrafia impecável. Se donas de lojas de xerox pensassem melhor, elas podiam criar planos de pagamento semestrais para alunos universitários, seria uma boa também se ganhássemos uma pasta de brinde no final do semestre. Pouparia nosso trabalho e nos ajudaria a controlar o arranha-céu de textos acumulados. Mas a vantagem de ler eles um por um é que o conteúdo de cada um vai nos ajudar a organizá-los depois.
Primal Scream - "Come Together".
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R.E.M - The Sidewinder Sleeps Tonight
Já faz quase um mês sem Radio Rock nessa cidade e a única coisa que sinto falta é do Porteiro Zé.
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Bravery - The Ring Song
Três cartões telefônicos no bolso, ponho um na máquina e vejo que tem 3 unidades. No exato momento penso: ainda devo dar crédito ? Algo fala mais alto aqui dentro ainda, então guardo o cartão de 3 créditos e coloco o de 12 unidades. Bom era o tempo do orelhão a ficha, apesar de eu ter utilizado esse modelo muito pouco (calma aí, também não sou tão velho assim). Era interessante ver as pessoas vindo com uma trilhinha de papel cada uma com meia-dúzia de fichas, rasgava o papelote e começava a despejar no orelhão. A pessoa do outro lado da linha escutava em alto bom som a barulho daqueles pedações de metais caindo por dentro do aparelho e em pouco tempo desferia a pergunta: “tu tá telefonando do orelhão ?”. Depois da confirmação do outro lado da linha, a conversa ganhava mais urgência, porém ficava muito mais gostosa. Reduzir o conteúdo de uma conversa relevante em 3 minutos era algo que poucos conseguiam fazer. A cor vermelha “emergência” das cabines antigas pouco foi sendo substituídas pelo azul suave do “tempo prolongado” e agora posso escolher entre 3 ou 12 unidades de um cartão e decidir se a conversa vai ser de urgência ou não. A última foi uma mistura dos dois.
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Alguém aí já ouviu na vida “That’s really Super Girl” do XTC ?
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E “Everybody Needs a Litle Sanctuary” do Grant Lee Philips ?
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Estava passeando pelos canais de Web TV do Winamp quando me deparei com uma apresentação de Django Reindhart. Todo mundo que já assistiu um filme do Woody Allen na vida com certeza já ouviu uma de suas canções embalando as tiradas “Nerds” de Woody. Músíca legal feita por músicos (acredite... de jazz) legais.
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Django... I’m gonna shoot you down.
XTC - "Earn Enough For Us"
Foi-se.o.tempo.em.que.este.Blog.registrava.a.minha.vida.em.tempo.real.
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XTC - Senses Working Overtime
Mr. and Mrs Smith
"If this is not Love...so this is the bomb the bomb the bomb the bomb that keep us together"
The Smiths - "Ask"
"And if a ten ton Truck...kill both of us...to die by your side well the preasure the privilege is mine"/
The Smiths - "There's a light there never goes out",
De Igual pra Igual
Se existe algo difícil de se fazer hoje em dia no cinema, este algo difícil é um filme de Ação. Todos as fórmulas já foram usadas e reutilizadas e quando você acha que os produtores se cansaram dos tipos escrotos e espertinhos, lá vêm eles e despejam mais roteiros pífios e dispensáveis. No entanto, é com grata surpresa perceber que esta estupidez ainda não domina o contexto geral. Mr. And Mrs. Smith faz parte de um grupo de filmes que vêm para melhorar a reputação do tão surrado estilo.
O filme faz parte da geração de novas produções do gênero encarregadas de revitalizar o cinema de Ação, algo que discretamente se iniciou em filmes como Vida Bandida e em 11 e 12 Homens e um Segredo. Gosta ? Então prossiga. O enredo gira em torno do casal de agentes-secretos John e Jane Smith que após 5 (ou 6) anos de casamento vêem o seu relacionamento esfriar por completo. Mantendo em sigilo até de si próprios suas atividades, o casal se vê em uma guerra particular ao ambos descobrirem suas identidades secretas. Quebrando com o conceito decepcionante do clichê e transformando-o em algo extremamente “Cool”, Mr and Mrs. Smith é um caldeirão de clichês do gênero e uma bem humorada colisão de True Lies com A Guerra dos Roses.
Brad Pitt a Angelina Jolie se mostram à vontade exibindo uma boa química e uma afinidade que ultrapassou as telas do cinema, além de contarem com um elenco de apoio que se não atrapalha também não estraga. Vince Vaungh convence como o melhor amigo de John Smith depois de uma série de atuações esquecíveis e Adam Brody (O Seth Cohen de The OC) utiliza de um genial recurso para não ser esquecido no filme ( tome camisa do Clube da Luta nele !) interpretando um impagável pseudo-agente secreto.
Transparecendo o universo de um casal entediado e divertidamente avisando o que pode acontecer se uma arma de fogo cruzar este caminho, Mr. And Mrs Smith mostra que se um relacionamento conjugal é capaz de esfriar ele possivelmente pode explodir novamente em paixão após uma meia-dúzia de bombas. Além de brincar macabramente com a afirmação de que o sentimento de paixão se aproxima muito do sentimento da morte.
Swervedriver * 1990 - + 1998

A Inglaterra no início da década de 90 explodia literalmente em cores musicais. Bandas como Lush, Ride, Chapterhouse, Boo Radleys e Telescopes continuavam o que o My Bloody Valentine tinha começado no final da década anterior, foi aí que o Swervedriver surgiu. Quase parafraseando o nome da banda, o quarteto seguiu o mesmo caminho por não avistar outra estrada, para depois convergir bruscamente para outro destino. Formado em 1990, este quarteto logo chamou a atenção da Creation por combinar guitarras dissonantes típicas do Shoegazing com um radicalismo sonoro enraizado nos melhores petardos dos Stooges. Em menos de 3 anos, o quarteto já tinha lançando dois álbum essenciais. "Raise" (1990) te transporta para o meio de uma estrada à bordo de um "Mustang Ford" Turbinado fugindo de um Tornado que vêm logo a seguir.
Swerveheads entre 1989 e 1990, filhos da década perdida.
O mérito da sonoridade possante do Swervedriver vem de Adam Flanklin e Jimmy Hartridge, dois excelentes guitarristas com o talento supremo de compor memoráveis feedbacks em cima de 3 simples acordes do Proto Punk. Emendando canções envenenandas e muito, mas muito melódicas, o Swervedriver soa descompromissado sem nenhum instante tirar o pé do pedal ( seja ele pedal de efeito ou do acelerador). Mezcal Head (1993) firma na banda rótulo “Car Song”. As letras de Adam Franklin podem ser consideradas as melhores metáforas inspiradas no prazer de se deslocar para algum lugar (de preferência a bordo de um veículo que faça 100 Km/h em menos de 10s). O sentimento de liberdade é constante ao ouvir Swervedriver, Experimente ouvir a faixa inspirada no filme “Encurralado” de Steven Spielberg. “Duel” entrou como música tema do game de motocicleta “Road Rash” do Playstation e tornou um hit alternativo nas rádios americanas, batendo as bandas do Brit Pop que almejavam fazer algum sucesso nos EUA. Este foi um outro fator que fez com que o Swervedriver fizesse pouco sucesso na Inglaterra. Enquanto egos inflados do tamanho do estádio de Wembley disputavam a atenção da mídia na Inglaterra. O Swervedriver tomava o caminho da estrada, o lugar favorito deles.
Franz Ferdinand - "Matinne" ( mais uma vez )
A cada dia que passa sinto que a vontade de ser jornalista cultural cresce mais dentro de mim. Hoje senti isto como nunca. O motivo: 4 bandas, 4 sons diferentes, extremamente criativos, cativantes e mostrando tudo de si e tocando em um lugar que já está dando o que falar. Aqui fica somente o registro do impacto deste evento que desperta o desejo de que aconteça mais vezes. Não citarei nomes porque isto não se trata de uma resenha. É o depoimento de um mero fã de Rock ( Indie-Rock no caso ) que se deixa ainda se levar pela qualidade da música e que ainda acredita que nem tudo está perdido.
Doves - "Words"
Tenho me questionado a respeito de rótulos e qual o momento certo e o momento ruim para utilizá-los. Artes estão entre as cobaias favoritas. Percebo que distiguir algo e separar as coisas das outras não é um trabalho muito fácil. Resulta em deduções equivocadas e pode causar incômodo até para alguém que não sabe digamos: "rotular". Me deparei com o equivocado termo "Enlatado" desferido por uma amiga. A expressão é utilizada para definir programas e seriados de TV. O termo vai completar 40 anos que é utilizado e foi usado pela 1ª vez para "pejorativizar" produções dos EUA que na época da "Guerra Fria" eram exibidos mundo afora. Exibia-se desta forma a ideologia norte-americana e capitalista de ser. Naquele tempo, o Tio Sam necessitava desesperadamente pregar o capitalismo pelo mundo como forma de se proteger. O tempo passou. A "União Soviética" morreu, a "Guerra Fria" se foi, passamos por 1999, 2000, (ufá !) 2001 e o mundo não acabou. O termo perdeu o sentido de vez, porém virou um estigma. Hoje menosprezamos produções que podem significar muito quando formos analizarmos nosso modo de viver pós-século 20. Foi dita uma vez que em dentro de 30 anos os livros do Nick Horby seriam totalmente esquecidos por fazer citações a várias dessas produções do final do Séc. 20. Porém, se quisermos observar o modo de ser das pessoas na década de 90, forçosamente teremos que passar pelos livros dele. A TV e o Livro são representados como opostos que disputam a atenção de um receptor angustiado. Não se percebe então à vontade de se construir uma crônica diária que existe dentro de um episódio de "Friends", "Gilmore Girls" ou "Seinfield". Fomos condicionados a procurar isto em outros lugares. Ainda não deixei de utilizar rótulos, pois em minha modesta jornada de ativista cultural acho que ainda não cometi nenhum deslize grave ao utilizá-los. Porém, eu não posso ignorar que existe vida inteligente por trás desses veículos e estarei sempre à espera deles um próximo grande estalo.
Bloc Party - "Price Of Gas"
"Vade Retro !!!...saravá meu pai !!!" Se quiserem saber como consertar um PC em 4 horas, perguntem a mim que eu separarei os passos em tópicos. Há um grande possibilidade de acertar...mas vou logo dizendo que o aviso de "Fácil Instalação" nas caixas de Coolers é mentira. Existem pessoas abusando da minha fama de paciente...e ele não se chama Deus. Mas, pelo menos até segunda ordem...posso dizer que o meu santo é forte e ele está louco para meter umas porradas nesse tal de "Murphy".
Adorable



Terninho muito antes de Interpol...saca ?
O vocalista continua cantando por aí...um virou analista de sistemas e os outros dois viraram professores de faculdade. E daí ? Bilinda Bucther do My Bloody Valentine agora é professora de dança moderna e Debbie Googe dirige um Táxi enquanto o Snowponny tenta compôr alguma coisa que preste. Mas o que o Adorable tem a ver com isso ? Muita coisa. As duas bandas integraram o movimento "Shoegazing" e ambas foram "meninas do olhos" da gravadora Creation por um bom tempo. Adorable é um caso curioso em toda a história do Rock Alternativo da década de 90: gravaram somente dois discos e depois simplesmente sumiram. O mais absurdo de tudo é que depois disso ninguém sequer comentou a ausência deles. Grave erro. Adorable deixou dois excelentes álbuns, mas se você é daquelas pessoas que esperam sempre uma grande experimentação a cada música que escutar é melhor passar bem longe do "Adorable". Pois o som da banda é algo digamos...bem clássico, mas com um sentimento extremamente sincero e descompromissado, feito para quem ainda acredita em canções Rock bem construídas e na sinceridade de quem as compôs. "Sunshine Smile" prova como se pode colocar carinho em uma música sem precisar ser sensível e "Homeboy" demonstra às outras bandas do turbilhão alternativo 90's como fazer um casamento perfeito de Husker Du com Echo and The Bunnymen sem ser pretencioso. Pode parecer uma banda qualquer para muita gente, mas Adorable é uma das provas o(cult)as de que porque a década de 90 foi tão boa.
Oasis - Some Might Say
Fadigado no meio da semana. Saco muito cheio para fazer planos de marketing despretenciosos e com uma vontade enorme de fazer pequenas coisinhas cheias de ambições positivas. Quero liberdade no meio da semana ( give me a break your stupid worms ! ). Deixem - me escutar Rock n' Rolls cheios de liberdade na hora em que eu quiser...Pleeease ! 
Raveonettes - Dirty eyes ( Sex Don't Sell )
Echo And The Bunnymen - "Killing Moon"
Rascunho Sonoro deseja uma Feliz Páscoa a Todos.
Beck - "E-Pro"
Cortei o cabelo. Depois de meses seguidos de apelos da minha mãe e de gozações infames por parte da familia, eu finalmente sedi. Pedi encarecidamente para por favor, não multilarem meus cachos que são a última coisa que acho bonita em mim. Perdi um pouco da personalidade que é ter um cabelo "Strokes", mas pelo menos a cabeça não está tão quadrada como antes. O jeito é se comformar. Aproveitar a praticidade de um cabelo menor e esperar mais 2 meses para ver como ele vai ficar (puro deboche...tsc..tsc). 
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